PRIMEIRO DIA
PRIMEIRO DIA
Necessidade de segurança: Afinal, segurança de quê?
Ana Luiza Dutra
12/06/26
Hoje, 12 de junho, deu-se início a mais nova edição da ACNUR, como tema principal “As Migrações Forçadas em Contextos de Instabilidade Política”. Ademais, os discursos iniciais trouxeram posicionamentos esperados por certas delegações.
A delegação de Israel discute com profundo conhecimento sobre a Convenção de 1951, familiaridade essa esquecida de ser colocada em prática. Logo surge o questionamento: justifica o combate a 3.000 representantes do grupo Hamas o sofrimento imposto a dezenas de milhares de palestinos? Ao que tudo indica, a delegação israelense vê civis como ameaça considerável. Afinal, um contingente com cerca de 170.000 soldados parece constantemente empenhado em cometer atrocidades em massa contra crianças e enfermos
Foto de: Isadora Lima
Durante a ACNUR, jornalista venezuelano interfere em assembleia e entrega carta revelando problemas internos dentro de seu país.
Durante Assembleia da ACNUR (12\06\2026) com o tema “Migrações Forçadas em Contextos de Instabilidade Política”, jornalista venezuelano entrega carta que denuncia problemas internos.
Moema Cardim
12/06/26
O jornalista venezuelano interfere nos discursos e entrega uma carta que denuncia a “Catástrofe humanitária e desumana que consome a vida de milhões de compatriotas meus” - diz ele.
Foto de: Sophia Barros
O jornalista Alejando Martinez fala sobre acontecimentos que estão ocorrendo em seu país: a instabilidade política que foi instalada na Venezuela após a invasão norte-americana em território venezuelano.
Em sua carta, ele fala da soberania nacional, princípio que garante a cada estado o direito de controlar seu território, suas fronteiras e sua segurança interna sem interferência externa, porém, a política externa que foi adotada pelos Estados Unidos com relação à Venezuela contribuiu muito para as instabilidades regionais, introduzindo medidas de pressão política e ações diplomáticas que fragilizam as instituições venezuelanas e pioram a crise interna.
Esta carta causou uma grande mudança de rumo do debate, gerando novos motivos de discussões.
Com isso, “São os meios através dos quais é assegurado que qualquer pessoa, em caso de necessidade, possa exercer o direito de procurar e receber refúgio em outro país”, as delegações representantes do Oriente Médio coligam-se, com exceção do “Desviado”, que se vangloria superior.
SEGUNDO DIA
EDITORIAL
Durante a sessão, houve uma invasão que provocou uma acusação ao Irã, provocando um intenso debate. Segundo a denúncia, a delegação iraniana não seria um verdadeiro aliado da Palestina, se revelando mais um ator disposto a sacrificar vidas palestinas em benefício de seus próprios interesses.
Repentinamente, a representante de Israel e seus aliados demonstraram grande preocupação ao sangue palestino.A mudança é notável pois, durante meses, a comunidade internacional assistiu à destruição de bairros inteiros, ao deslocamento de milhares de pessoas e ao agravamento de uma crise humanitária sem precedentes. Agora, quando a oportunidade surge para atacar um rival regional, a vida palestina se transforma em um argumento conveniente.
Isso significa que o Irã está acima de críticas? Evidentemente não. Nenhum Estado deveria estar. Entretanto, a credibilidade de uma denúncia depende também de quem a faz, pois qquando governos que ignoram o sofrimento palestino e se apresentam como defensores angustiados, a contradição não pode ser ignorada
Talvez a pergunta não seja se o Irã é um aliado perfeito da Palestina,talvez a pergunta seja por que tantos governos descobriram sua preocupação com os palestinos apenas quando essa preocupação passou a ser útil para seus próprios interesses.
ANA LUIZA DUTRA
Foto de: Sophia Barros
Intervenção jornalística gera reflexões sobre real intenção das soberanias
Ana Luiza Dutra
13/06/26
Na segunda sessão do dia, a ACNUR recebeu uma reportagem sobre a questão das migrações irregulares em Florença, na Itália. Apesar de o tema não estar somente relacionado à pauta italiana, O Al-Jazeera buscou ouvir outras delegações sobre fatores que influenciam os fluxos migratórios.
Foto de: Sophia Barros
Durante entrevista concedida à imprensa, a delegação da Venezuela afirmou que o país frequentemente enfrenta segregação por parte de outras delegações. Segundo sua representante, as políticas adotadas pelos Estados Unidos ao longo dos últimos anos contribuíram para o agravamento da crise venezuelana e para o aumento das tensões diplomáticas. A delegação venezuelana também criticou a atuação norte-americana em relação ao governo de Nicolás Maduro, argumentando que interesses econômicos, especialmente ligados ao setor petrolífero, influenciam a postura de determinadas potências diante de regimes políticos considerados autoritários. Com isso, a declaração gerou debates entre os representantes e acrescentou novas facetas a discutir sobre uma migração com soberania propriamente aplicada.