PRIMEIRO DIA
PRIMEIRO DIA
Irã e Palestina propõem acordo entre países do oriente médio
Em reunião da ACNUR, Irã e Palestina propuseram um acordo provisório entre países do oriente médio a fim de amenizar impactos causados por imigrantes.
Letícia Gondim
12/06/2026
Durante o debate da ACNUR, o Irã, junto à Palestina, propôs um acordo entre países do Oriente Médio com a finalidade de amenizar os impactos das migrações forçadas em contexto de instabilidade política. A proposta é distribuir esses imigrantes pelo país para não haver um aglomerado populacional em um só local e investir em políticas públicas com o propósito de dar a essas pessoas uma melhor qualidade de vida, além de não prejudicar a vida dos que residem lá. Durante o debate, afirmam contar com o auxílio das potências mundiais para isso.
A proposta logo foi aprovada pelos países do Oriente Médio, pela China e pela Turquia, que concordaram que para resolver esse impasse é preciso a união de todos os países. É essencial que essa proposta seja escutada por todos, já que é uma excelente solução para resolver este problema. Entretanto, durante o intervalo, os Estados Unidos negaram uma entrevista e não se posicionaram sobre o tema, afirmando que isso feria sua soberania nacional. Ou será que isso é apenas uma desculpa de quem não tem capacidade de se posicionar em relação a um assunto tão importante?
Foto de: Isadora Lima
Venezuelano intervém em debate da ACNUR
Realizando críticas ao presidente Donald Trump sobre a invasão à Venezuela.
Giovanna de Sobral Lima
12/06/2026
Foto de: Sophia Barros
Hoje, no primeiro dia de debate sobre migrações forçadas em contexto de instabilidades políticas o jornalista venezuelano Alejandro Martinez intervém no debate da ACNUR por meio de uma carta para “denunciar a catástrofe humanitária e desumana que consome a vida de milhões de compatriotas”, alegando que os Estados Unidos estão sendo violentos fisicamente e institucionalmente por meio de propagandas xenofóbicas vindas do topo do poder político norte-americano.
No dia 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos conduziram uma intervenção militar ao território venezuelano, a qual realizou ataques aéreos e bombardeios, além de capturar o presidente e sua esposa e os retirar de seu país. Após a retirada de Nicolás Maduro, a Venezuela enfrentou várias sanções impostas pelos Estados Unidos.
Na carta o, jornalista fala que, ao longo da sua trajetória pública, Trump desumanizou os imigrantes ao declarar que eles estão “envenenando o sangue do nosso país” e que as famílias imigrantes são criminosas e membros de gangues; também fala que os Estados Unidos invadiram e desestabilizaram a Venezuela e agora “fecham as portas” e criminalizam as vítimas por meio de bombas e sanções econômicas, reforçando uma grande hipocrisia e violência sem limites.
Por fim, ele conclui exigindo “a responsabilização dos Estados Unidos pela crise humanitária que eles geraram, a cessação imediata da retórica de ódio que intoxica as políticas de imigração e uma intervenção internacional urgente para garantir comida, saúde e segurança dos refugiados venezuelanos”, trazendo um ponto crucial para o debate.
SEGUNDO DIA
Após a intervenção em debate ACNUR, países em guerra protagonizam debate não moderado
Irã e Israel protagonizaram um debate não moderado após intervenção de protestantes ucranianos sobre as consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Giovanna de Sobral Lima
13/06/2026
Foto de: Sophia Barros
Hoje, no segundo dia de debate, após a intervenção de ucranianos gritando “acabem com a guerra”, relatando as consequências dos ataques russos - como a escola que foi bombardeada matando mais de 20 alunos - a situação em que a Ucrânia se encontra desde o início da guerra com a Rússia foi escancarada.
Ao fim da intervenção, o Egito solicitou um debate não moderado, que se iniciou com Israel chamando a Rússia de Estado criminoso por causa dos ataques, o que é uma controvérsia, já que Israel também está em guerra, realizando grandes ataques ao Irã.
Após a fala da delegada israelense, o Irã disse que Israel é um dos principais empecilhos para o fim da guerra entre eles e o motivo da guerra, Israel contraria e o chama de “governo corrupto” . O Irã defende que, na verdade, Israel recusa pedidos para cessar a guerra. Então a Turquia entra no debate em defesa do Irã, concordando que Israel é o principal causador da guerra e também realiza várias críticas a Israel.
Esse debate revelou os posicionamentos e alianças entre os países protagonistas do debate, dando foco à aliança entre Turquia e Irã e o clima de tensão entre Irã e Israel. Mesmo diante de um assunto e tema de debate tão importante não houve pronunciamento dos Estados Unidos, que é um dos principais países ligados à guerra do oriente.
O silêncio dos Estados Unidos
Durante o debate da ACNUR, os Estados Unidos não se posicionaram sobre as falas do Irã.
Letícia Gondim
13/06/2026
Foto de: Sophia Barros
Durante o debate do dia 13/06/2026, o Irã questiona o posicionamento dos Estados Unidos. Os Estados Unidos dizem ser contra a sugestão dos países do Oriente Médio relacionada à distribuição de imigrantes pelo norte global, defendendo que os refugiados devem ser distribuídos conforme a cultura, língua e economia do país, não apenas pelo norte.
Apesar de ser um posicionamento plausível, é algo que soa de extrema estranheza
quando vindo dos Estados Unidos, como bem falado pelo delegado do Irã, devido ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos), política americana que diversas vezes expulsa imigrantes legais do país para o México e países de fronteira, onde, muitas vezes o indivíduo não sabe falar a língua e não tem os mesmos costumes e ideais, algo que os Estados Unidos criticou na sugestão.
Será que esse discurso dos Estados Unidos não é apenas uma tentativa de mudar o alvo da discussão para outros países, ou é muito difícil para eles perceberem que o que eles criticam é o que eles mesmo fazem? Se beneficiam com guerras, fazem imigração forçada e criticam outros países.
Estados Unidos não se posiciona sobre invasão na Venezuela
Estados Unidos foi questionado sobre falas da delegada da Venezuela que afirmavam sobre os impactos da invasão da Venezuela.
Letícia Gondim
13/06/2026
Foto de: Sophia Barros
A delegada dos Estados Unidos se recusou a se pronunciar sobre a invasão na Venezuela que foi responsável pela saída de vários cidadãos de lá. Defendeu que o assunto não era para ser debatido naquele momento e que havia outras causas mais importantes a serem discutidas.
Porém, era a oportunidade de explicar para as pessoas o porquê disso tudo e ser contra os países que estão em guerra sendo que os Estados Unidos é o país que ultimamente mais tem tentado se aproveitar com as guerras.
Será que os Estados Unidos não estavam preparados para esse questionamento?