PRIMEIRO DIA
PRIMEIRO DIA
Delegação estadunidense é pressionada após entrega de carta interventiva na assembleia da ONU
Estados Unidos sofre pressão, principalmente do Irã, em debate após a entrega de uma carta venezuelana na assembleia da ONU.
Arthur Vaz
12/06/2026
Foto de: Isadora Lima
Nesta sexta-feira (12), no Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), uma carta escrita pelo venezuelano Alejandro Martinez foi entregue em meio ao debate relacionado a migrações forçadas em contexto de instabilidade política, o que interrompeu a leva de discursos que estavam ocorrendo naquele momento.
A carta em questão aborda questões relacionadas à invasão norte-americana em território venezuelano no dia 3 de janeiro deste ano, e faz requisições diretas para que as demais delegações trouxessem questionamentos aos Estados Unidos.
“[...] eu exijo: a responsabilização dos Estados Unidos pela crise humanitária que geraram, a cessação imediata da retórica de ódio que intoxica as políticas de imigração e uma intervenção internacional urgente para garantir comida, saúde, e segurança aos refugiados venezuelanos”, reivindica Martinez.
Após a leitura da carta em voz alta pela administração da assembleia, uma votação para debate não-moderado foi realizada. No momento em que o debate se iniciou, a delegação iraniana foi direta e pontual em sua oposição à administração estadunidense, afirmando que os EUA estavam “ferindo nossa soberania”. A delegação norte-americana rebateu, declarando que todas as intervenções feitas pelo país estavam em nome da proteção à própria economia.
“É uma falta de respeito por parte das Nações Unidas deixar que isso acontecesse”, diz a representante dos EUA em uma entrevista quando perguntada sobre a entrega da carta. Ademais, caracterizou o posicionamento iraniano como “totalmente contraditório em um comitê que prega diplomacia”.
Foco: Debate não moderado e a alta pressão feita em cima dos EUA.
Com a pressão entre os países cada vez mais forte, foi feito o debate não moderado e, devido às suas últimas ações, foi feito uma grande cobrança nos Estados Unidos da América, além de um perceptível foco no país por parte do Irã.
Pedro Heleno
12/06/2026
Com o desenvolvimento do debate da Acnur no dia 12/06/2026, houve uma votação para a iniciação do debate não moderado, onde foi liberada a interrupção no momento de fala dos delegados. Os demais participantes do debate também não ficaram em seus respectivos lugares, mas sim em uma roda no meio do espaço.
Em seu início, foi usada a posse de fala do Irã para fazer ataques diretos aos EUA: em sua fala, o Irã aparentou tomar todas as dores das outras delegações participantes, chegando num ponto onde houve um envolvimento da Palestina, que teve o objetivo de fazer a posse da fala ser dada à Venezuela. Em sua fala, o país explica o problema da invasão dos EUA, junto ao sequestro do presidente - com motivo de parar os grupos de tráfico, apoiados pelo presidente - que nos meses anteriores houve um aumento de grupos terroristas venezuelanos no território Estadunidense, mas sem retirar a responsabilidade de si mesmo por não conseguir ter controle do próprio território e dos grupos do país.
Foto de: Isadora Lima
Foi citado por algumas delegações a carta feita pelo jornalista venezuelano Alejandro Martinez, que além de ser um ataque direto a um único comitê, foi entregue como uma invasão feita pelo jornalista com o objetivo de prejudicar os EUA, o que nos mostra um foco em atacar e criar um ambiente hostil à delegação.
Nós do Gazeta do Povo conseguimos uma entrevista com os EUA: a delegação respondeu nossas perguntas, as quais trouxeram uma fala sobre uma temática extremamente preocupante:
“Achei totalmente contraditório o posicionamento da delegação que diz pregar diplomacia, além de citar que eu falo discursos de ódio, mas no debatê o mesmo disse a mim discursos de ódio, além de incitar as outras delegações a fazerem o mesmo”.
“Acho que é uma falta de respeito por parte do comitê aceitar essas coisas, que são ofensivas num lugar pacífico.”
“Acho que tenho uma fala a todas as outras delegações: Que haja respeito no comitê.”
Olhando pelo lado dos EUA, podemos perceber o ambiente hostil que é está na Acnur para ele. Agora reflita um pouco: será que o certo é aquele que está acusando deliberadamente com foco único, criando um ambiente hostil e virando todos contra um, ou aquele que apenas está se defendendo das acusações e está indo atrás de resolver o conflito por meio do diálogo?
SEGUNDO DIA
Debate não-moderado em Assembleia da ACNUR leva a discussão à alta voz
Invasão de manifestantes na assembleia das Nações Unidas leva a debate sem moderações, que evolui a discussão desordenada.
Arthur Vaz
13/06/2026
Foto por: Sophia Barros
No segundo dia de assembleia do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), neste sábado (13), manifestantes contra a guerra na Ucrânia invadiram a casa de reunião, dando ênfase aos ataques por drone a um dormitório escolar que ocorreu em território ucraniano no mês de maio. “Acabem com a guerra”, repetiam os manifestantes.
Depois da saída de tais manifestantes do ambiente da assembleia, uma moção a debate não-moderado foi pedida pelo Egito e aprovada após votação. A primeira delegação a falar foi a israelense, categorizando o estado da Federação Russa como “criminoso” e convocando para que sanções fossem aplicadas ao país.
Em meio ao debate, a delegação iraniana acrescentou que “essa questão também diz muito sobre os Estados Unidos e Israel, que estão envolvidos com diversas guerras”. Em réplica, a delegação norte-americana e a israelense afirmaram em conjunto que o representante iraniano estava “tangenciando a temática”, que se tratava da guerra na Ucrânia.
A partir desse ponto, momentos de fala não foram respeitados em sua devida ordem e o tom de voz entre delegados foi se elevando, principalmente entre Irã, EUA e Israel. Representantes de nações como o Brasil, México e França pediam por ordem.
“Reforçamos que, mesmo em um debate não-moderado, este ainda é um ambiente diplomático. Nessa casa exigimos respeito. Se forem gritar, gritem em suas próprias casas”, diz a administração da assembleia após o término do tempo concedido ao debate sem moderações.
A delegação Brasileira estava presente na assembleia, e foi entrevistada durante uma pausa na assembleia. “Foi deplorável. Entendo que guerras são uma questão urgente, mas ainda assim devemos discutir de maneira diplomática”, afirma o representante do Brasil.
No último dia da assembleia, o clima aparentava estar um pouco mais calmo, mas a entrada dos manifestantes mudou tudo
No desenrolar do começo da assembleia do dia 13/06/26 da Acnur, o clima parecia estar um pouco mais agradável, mas um protesto feito pelos manifestantes contra a guerra da Rússia contra a Ucrânia provocou uma discussão entre os países.
Pedro Heleno
13/06/26
Ao iniciar da assembleia da Acnur, o clima estava agradável, mas houve a entrada de manifestantes que estavam gritando para que a guerra entre Rússia e Ucrânia parasse. Isso desencadeou a votação de um debate não-moderado proposto pelo Egito, que foi aceito pelos demais. O debate focou inicialmente em volta da fala dos manifestantes, porém, o Irã decidiu novamente atacar os Estados Unidos, que estavam calados. Israel não gostou da interrupção feita pelo Irã e tentou voltar o foco à fala dos manifestantes. Nessa tentativa, o país tentou voltar o foco aos manifestantes da Ucrânia, e após um bate boca caloroso foi encerrado o primeiro debate sem moderação.
Momentos depois do encerramento dos debates sem moderações, tivemos outra interrupção, dessa vez uma cidadã palestina falando sobre sua experiência na migração para o Irã. Ela atacou diretamente o país, falando que familiares e amigos haviam morrido na fronteira. Ela também exclamou que o Irã estava usando a Palestina como objeto de guerra, além de que havia milhares de mortes em sua fronteira. Assim começou outro debate não-moderado, que teve o foco total de questionar o Irã, e como ele estava além de manipular a Palestina, como também a usando de objeto de proteção a todos os ataques feitos a ele. No calor do momento, a Palestina pede lugar de fala e declara que está a partir de agora contra o Irã. Este movimento palestino fez com que quase todos os países se voltassem contra o Irã, que ficou “manso” e percebeu que seus apoiadores ou ficaram quietos ou mudaram de lado.
Com esse contexto podemos perceber que o Irã está contra a solução, além de estar apenas calcificando o ambiente.
Foto de: Sophia Barros
Carta de civil palestina é lida em meio a Assembleia da ACNUR e gera debates
Palestina invade a casa da assembleia e lê carta que descreve a posição do Irã como uma “cortina de fumaça”
Arthur Vaz
13/06/26
Foto de: Sophia Barros
Neste sábado (12), no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em meio a assembleia, uma cidadã palestina invadiu a sala e leu uma carta com um tom de indignação em frente a toda a delegação. A carta afirmava principalmente que as atitudes do Irã em relação à Palestina eram estratégias para reconhecimento político.
“Todos prestam atenção à influência do Irã, mas isso não passa de uma cortina de fumaça para esconder as mortes na Palestina”, afirma a civil, que também reforça a ideia de que o governo Iraniano utiliza das estatísticas e números de mortes em regiões como a Faixa de Gaza como “estratégia política” para que mais pessoas se aliassem ao país.
Em um debate não-regrado aprovado logo após a leitura da carta, Israel reforça a ideia, afirmando que o Irã utiliza a crise na Palestina como instrumento e os chama de “ditadura criminosa”.
“Não somos ditadura. Nos diferenciamos do modelo ocidental, porém não somos um regime ditatorial”, responde a delegação do Irã, que acrescenta que precisam se preocupar com “os próprios cidadãos”.
Com a Finalização da reunião o Brasil é cogitado a ser um dos pilares no quesito de localização a imigrantes.
Nos dias de reunião o Brasil, por causa de seu posicionamento, é cogitado a ser um dos pilares para a localização dos imigrantes.
Pedro Heleno
13/06/26
O Brasil está sendo um dos pilares para a resolução dos problemas da imigração forçada, sendo apoiado por quase todos os países para ser um ajudante da resolução. O Brasil tem uma grande participação no que está sendo feito e até acabou ganhando a confiança dos países participantes da reunião, além de que em debates não moderados, teve grande efeito em tentar apaziguar os conflitos dos países.
O Brasil tem e está com apoio da França e do Reino Unido por haverem um pensamento parecido. Além de que ganhou confiança ao longo do debate, por conseguir ter um bom posicionamento quanto a intriga dos países participantes.
Foto de: Sophia Barros