PRIMEIRO DIA
PRIMEIRO DIA
ACNUR 2026: Debate sobre imigrações em tempos de crise gera reflexão sobre direitos humanos.
Assembleia iniciada dia 12/06/2026 trouxe falas sobre como resolver as problemáticas relacionadas com os altos fluxos migratórios.
Por Luís Felipe Arraes de Barros Pinto
12/06/26.
Hoje, na assembleia da ONU, países trouxeram diferentes visões de mundo no debate. Foram defendidas diversas teses sobre como melhorar o cenário acerca do alto número de migrações forçadas por instabilidade política e as consequências causadas por ela, o cenário atual o aumento de tais situações traz reflexões sobre o que é e o que pode ser feito para amenizá-las e suas origens.
Foto de: Sophia Barros.
Em sua maioria, foram executadas falas a favor do acolhimento de refugiados e da proteção dos direitos humanos, porém países com uma visão conservadora, como Israel e Estados Unidos, defenderam um sistema de comunicação para impedir situações de terrorismo, e que o acolhimento da população de refugiados deveria ir de acordo com a soberania nacional. Essa resistência em acolher tal grupo se configura como uma violação aos direitos humanos porque nega a ajuda necessária a um povo em risco, os quais, pela situação de seus países de origem, sofrem de condições inumanas como fome, insalubridade e falta de saneamento básico.
A delegação francesa, por sua vez, defendeu um apoio imediato à população assolada e que os países de primeiro mundo deveriam auxiliá-los até a medida do possível, assim trazendo uma visão mais humanitária e acolhedora sobre uma situação onde uma grande parcela de pessoas se vê impossibilitada de levar uma vida decente devido a um cenário político causado por adversidades históricas contra países oprimidos pelo seu governo e por um processo de globalização desigual.
Dito isso, a Assembleia trouxe uma visão de mundo crítica pela maioria dos participantes, que defenderam um auxílio aos refugiados e uma tentativa de mudar a situação dos países de terceiro mundo, embora hajam falas de que são necessárias triagens e que acolhimentos seriam difíceis e impróprios por medo de que terroristas adentrem o país. Tal fala veio de países com históricos recentes de realizar massacres na região do Oriente Médio e de fortes intervenções políticas em países fragilizados, o que traz uma dúvida sobre como a violência é justificada quando é em prol dos interesses econômicos de tais estados, os quais mesmo assim se recusam a auxiliar situações de crises causadas por eles mesmos, ou similares, por terem medo de sofrer ataques de uma população que sofreu o primeiro golpe.
ACNUR 2026: Israel se posiciona contra a imigração forçada em reunião da ONU
Encontro reuniu países como França, Israel, Estados Unidos e Irã para discutir sobre imigrações forçadas em contexto de instabilidade política.
Por Vinícius Guerra Alvares de Oliveira
12/06/26.
Na assembleia da ACNUR, Israel se posiciona contra a imigração forçada e afirma que a instabilidade política na região israelense torna impróprio o acolhimento de imigrantes e de refugiados.
Em entrevista exclusiva, o país também cita a Guerra dos 7 Dias e o ataque de 7 de Outubro de 2023 como motivos para o território israelense ser ruim para receptividade de refugiados e imigrantes. Já no debate, o país afirma que o principal motivo da imigração atual é o terrorismo, que deve ser erradicado.
Foto de: Sophia Barros.
Ao ser questionada sobre os ataques terroristas de Israel contra países como Líbano e Irã, a representante do país usa o Artigo 51 dos artigos da ONU ao afirmar que todos os países têm o direito à autodefesa e que qualquer intervenção militar feita por Israel é uma consequência de ataques e ameaças.
A representante israelense também cita a fala da ex-primeira ministra Golda Meir “Não podemos negociar com pessoas que dizem que querem nos destruir” para reafirmar a “autodefesa” feita pelo Estado e a segurança do povo de Israel.
A fala da delegação do país trouxe dúvidas da relação da nação com tal situação, visto que ataques feitos por Israel à países vizinhos é um dos principais fatores para a migração dos moradores de locais como Palestina, Líbano e Irã. Isso é notável vindo de um discurso que defende que, para acabar com essa situação, seria necessário dar fim ao terrorismo, que é o ataque ao povo sem ligação com os conflitos políticos militares, uma atividade que já foi práticada pelo estado.
SEGUNDO DIA
ACNUR 26: Grupo de professoras ucranianas invadem a sessão em busca da paz
A manhã do 2º dia do encontro foi marcada pelo protesto de manifestantes ucranianas em virtude do fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Por Vinícius Guerra Álvares de Oliveira
13/06/26 11:50
Durante o segundo dia da ACNUR 2026, professoras universitárias entraram na primeira sessão do dia 13/06, clamando pelo fim da guerra entre Ucrânia e Rússia, com cartazes escrito: “Parem com a guerra”.
A guerra entre esses dois países já está chegando no seu 5º ano de duração, e resoluções estão sendo altamente discutidas, porém nada concreto. Enquanto isso, a Ucrânia sofre com destruições físicas, na infraestrutura do país e um colapso econômico.
Foto de: Sophia Barros
Ademais, mais de 7 milhões de civis ucrânianos já foram mortos no combate e 6,7 milhões de refugiados vivendo no exterior, causando um colapso na taxa de natalidade do país.
Em entrevista exclusiva, a professora Letícia Xavier afirma que os ataques da Rússia não afetam só a indústria política, mas também a educação das pessoas e a economia.
De acordo com ela, o principal motivo do protesto foi um ataque de drones russos a um dos dormitórios da escola universitária onde as professoras davam aula, a investida deixou 20 mortos. A maioria das vítimas eram mulheres estudantes entre 14 e 18 anos.
ACNUR 2026: Israel e Estados Unidos articulam acusação covarde em conjunto sobre o Irã e a Palestina
Nesta manhã, a assembleia foi marcada pela tentativa de uma união para criminalizar os estados do Irã e da Palestina
Por Luís Felipe Arraes de Barros Pinto
13/06/26.
Hoje, após o primeiro momento, foram coletadas informações de que a República de Israel e os Estados Unidos da América estariam planejando juntar um grupo de delegados para desviar o foco - que vinha sendo a violência e a exploração que certos governos fazem em locais fragilizados que dificultam a realidade da população local forçando uma migração - para acusar os grupos terroristas do Oriente Médio como os principais mediadores dessas ações.
Foto de: Sophia Barros
O jornal Le Monde reconhece como essas organizações cometem atos inaceitáveis contra os direitos humanos e concorda que elas devem ser combatidas imediatamente, porém, esse discurso de culpar exclusivamente estes grupos torna-se perigoso a partir do momento que é ignorado o porquê deles existirem e do contexto da maioria dos fluxos migratórios da atualidade. Na reunião houve uma invasão de uma cidadã Palestina denunciando como esses grupos são prejudiciais para a vida na região, principalmente condenando o Hezbollah, que interfere muito na região do Irã. Esse grupo em questão surgiu como uma resistência da revolução islâmica para impedir os avanços de Israel em 1982. Esse fato demonstra como as intervenções causadas por esses países trazem impactos duradouros e conflitos longos e em grande escala, que implicam cada vez mais na vida da população local, muitas vezes forçando sua migração.
As explorações em países de terceiro mundo causam a queda na qualidade de vida de toda a população nacional e, como no exemplo anterior, criam conflitos dentro da própria região, assim implicando na formação destas quadrilhas criminosas, por isso não cabe à federação americana e à israelita atacar covardemente países que comportam estes grupos, visto que, de acordo com o delegado iraniano em uma coletiva com a nossa equipe, “O Irã faz de tudo para combater as ações dos grupos terroristas”. É absurdo como países que fundam grandes conflitos e são grandes responsáveis pela migrações em massa querem oprimir outras nações por grupos que são combatidos pelos governos locais e que por sua maioria eles mesmos criaram, segundo o delegado turco em uma entrevista concedida ao jornal: “Israel é como um câncer que espalha conflitos pelo Oriente Médio”. Tal afirmação é justificada exatamente pela criação de conflitos já citada e por ações vexatórias como essa organizadas por Israel e Estados Unidos, mas que contaram com a colaboração do Reino Unido e da Itália. Essas situações hipócritas e covardes devem ser combatidas incessantemente e essas ações devem ser de conhecimento geral para a população ter noção da vileza desses governos.
ACNUR 26: Mulher palestina invade sessão da assembleia e denuncia grupos terroristas
O protesto foi no dia 2 na manhã da ACNUR 26, assembleia que está sendo marcada por protestos e discussões calorosas.
Por Vinícius Guerra Álvares de Oliveira
13/06/26 14:10
Durante o segundo dia da ACNUR 2026, uma jovem da Palestina protestou dentro da assembleia da ONU, denunciou os grupos terroristas presentes no seu país e o Estado Islâmico do Irã, afirmando ser um governo “ditador”.
De acordo com a ONU, a presença de grupos armados na Palestina, especificamente em Gaza apresentam uma grande repressão contra o palestinos, já que, de acordo com a mesma, forças ligadas a grupos terroristas praticam execuções ao ar livre, tortura, espancamentos e mutilações contra alguns cidadões da região acusados de oposição política.
Foto de: Sophia Barros
No protesto da jovem palestina, critica os delegados das nações presentes na assembleia, cita amigos que foram mortos e famílias que não tem local de fala na qual ela chama de “ditadura” do Irã.
Entretanto, na mesma assembleia, o delegado do Irã concordou em abrir as fronteiras do território iraniano para abrigar os palestinos em áreas de risco, em meio às atuais guerras. Confirmando o compromisso do Irã com a assistência humanitária e com o realocamento de refugiados, propostas feitas pelo delegado iraniano na assembleia.
ACNUR 2026-Delegado turco explica plano para melhorar crise migratória
Na assembleia foram feitas várias propostas de como melhorar a situação dos altos fluxos migratórios atualmente, e em uma entrevista exclusiva com o jornal o representante da Turquia explicou o plano da nação que foi bem recebido pelo congresso.
Por Luís Felipe Arraes de Barros Pinto
13/06/26.
Na sessão de abertura do segundo dia da comissão, onde os delegados reforçaram suas falas e os interesses nacionais relacionados com o debate do primeiro dia, diversas visões de como resolver o problema foram apresentadas a maioria seguindo um olhar humanitário e de acolhimento entre elas conseguimos escutar um pouco mais dos interesses turcos sobre a resolução do tema.
Em uma entrevista com o jornal o delegado turco defendeu:”devemos criar um fundo de investimento internacional para os países receptores para assim garantir uma melhor qualidade de vida para refugiados, além disso devemos negociar com organizações terroristas para garantir uma melhor qualidade de vida nos países afetados por elas e também acabar com guerras que geram ainda mais conflitos”.
Foto de: Isadora Lima
Nos últimos anos, a Turquia recebeu uma quantidade excessiva de refugiados vindo ao país decorrente de conflitos no Oriente Médio, então é necessário que a visão de uma nação que tem relação forte com as causas migratórias seja ouvida para assim formar uma solução ideal e compatível com a situação de todos os países.
Embora haja discursos contra a o comissariado em sua maioria está aderindo a idéia de acolhimento para a população necessitada assim reforçando uma visão mais humana.